29 de Março de 2009

 

Hoje vamos presentear-te com esta notícia sobre o efeito que dar e receber presentes tem no nosso cérebro. Este texto não é da nossa autoria, ele foi retirado do endereço apresentado no final deste post. Nós apenas o modificámos para português de Portugal.

 

 

"A neurociência explica o prazer em presentear"

 

 " É fácil entender por que é que receber um presente nos deixa tão felizes: ele é sinal de que somos queridos e ainda ganhamos o presente propriamente dito, uma novidade interessante, coisa que o cérebro adora.

Mas por que é que dar um presente também é tão bom?

Pela lógica racional, dar um presente custa tempo e dinheiro, e não nos traz nenhum benefício directo.

Mas será mesmo assim?

A neurociência hoje tem uma visão diferente. Presentear traz benefícios ao cérebro, e de várias formas.
A primeira recompensa para quem presenteia é o sorriso no rosto de quem recebe o pacote. O sorriso deixa a pessoa que recebe a prenda ainda mais bonita aos olhos do nosso cérebro.
O cérebro regista o sorriso do outro activando a parte da frente do córtex órbito-frontal, na região entre os olhos. Como essa parte do cérebro representa o valor positivo dos acontecimentos, a beleza do sorriso do outro, sobretudo se ele acontece por nossa causa, gera em nós um prazer e tanto.

Segundo benefício: ao ver o sorriso no rosto da pessoa presenteada, o nosso cérebro também nos faz sorrir.



Acontece assim. Sorrimos quando vemos alguém sorrir de felicidade porque isso acciona neurónios-espelho no córtex pré-motor, que, por imitação, também colocam um sorriso no nosso rosto.
Junto com o sorriso vem uma série de mudanças no corpo, também provocadas pelo cérebro. Sentimo-nos melhor, mais leves e mais felizes. 
 

Mas o mais impressionante é que já começamos a sentir-nos bem muito antes de entregar o presente.

A simples decisão hoje de fazer o bem amanhã já basta para activar o sistema de recompensa e também o córtex órbito-frontal, o representante do lado positivo das coisas. Isso acontece muito antes de vermos qualquer sorriso a formar-se no rosto do outro.

Essa activação antecipada dá-nos prazer, mesmo que fazer o bem tenha um custo em dinheiro e tempo. Para os cépticos, o prazer que o nosso cérebro sente em decidir fazer o bem seria uma prova de que não fazemos nada que não nos traga algum benefício.

Mas eu prefiro pensar de maneira diferente. Imagina só: o meu cérebro poderia não ligar a mínima para a possibilidade de fazer o bem aos outros. Mas ele liga. E com isso todos ganham: quem dá e quem recebe. Não é o melhor dos mundos? "
 

 

 21/12/2008

 

Noticia disponivel em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL931459-15605,00-A+NEUROCIENCIA+EXPLICA+O+PRAZER+EM+PRESENTEAR.html 

 

 

 

publicado por umaquestaodecerebro às 16:12

23 de Março de 2009

 

Olá!
Hoje vimos falar-te da palestra que promovemos no passado dia 6 de Março intitulada "Os desafios do cérebro ao longo da vida".
Desde já pedimos desculpa por só agora te contarmos como foi.
Esta palestra teve como tema principal o desenvolvimento do cérebro desde o nascimento até à velhice e focou os desafios que este órgão enfrenta. Para a sua realização contámos com a presença da Dra. Paula Pousinha, investigadora no Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, que nos veio falar um pouco sobre este assunto.
Assim, esta investigadora começou por fazer um pequena introdução em que identificou as diversas estruturas que constituem o cérebro e explicou o seu funcionamento para que, no decorrer da palestra, fosse mais fácil o público perceber algumas expressões e termos utilizados.
Passando ao tema propriamente dito, foram focadas as principais mudanças que ocorrem no cérebro desde a sua formação.
 
Principais pontos abordados na palestra:
 
- A formação e o desenvolvimento do cérebro pré-natal;
As alterações que ocorrem no cérebro durante a infância - em que se reponderam a questões como “Porque perdemos aptidão para algumas línguas ou para a música, se em pequenos não formos estimulados?” ou “Porque é que uma criança de 10 anos não está preparada para ingressar num sistema de ensino de seis ou sete professores?”;
- O cérebro na adolescência - em que se realçaram os principais efeitos das drogas no cérebro e as diferenças entre o cérebro dos rapazes e o das raparigas;
- O cérebro adulto - em que se deu resposta a perguntas como “Porque é que à medida que envelhecemos perdemos a capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?” ou “Porque que é que à medida que envelhecemos nos tornamos mais lentos na aprendizagem, nas respostas aos estímulos?”;
- O cérebro envelhecido - em que se alertou para o facto da população estar cada vez mais envelhecida e para os cuidados que devemos ter com os idosos. Respondeu-se ainda a questões como “Numa Europa envelhecida, em que medida a população com mais de 65 anos pode contribuir para a sociedade?”.
 
A palestra teve a duração de 90 minutos e foi realizada numa sala bem composta de alunos e professores.
Nunca é de mais agradecer tanto à Dra. Paula Pousinha pela sua disponibilidade para nos proporcionar a realização desta palestra como ao Dr. Rui Pinto que desde o início tem contribuído para a realização deste projecto.
 
Se estiveste presente aproveita para nos deixares um comentário para assim podermos avaliar da melhor forma o sucesso da palestra, se não podeste estar dá a tua opinião sobre os assuntos tratados!
publicado por umaquestaodecerebro às 22:13

22 de Março de 2009

 

Olá outra vez! Já há uns tempos que não dávamos notícias porque, com o final do segundo período à porta, temos andado um bocado atarefados.

 

Por isso pedimos desculpa e prometemos que esta semana vamos pôr a escrita em dia!

 

Hoje vamos partilhar contigo um artigo sobre o efeito que as novas tecnologias podem ter no cérebro. Este intitula-se "Aparelhos criam cérebros preguiçosos" e foi publicado por Telma Roque no Jornal de Notícias no dia 25 de Fevereiro de 2009.

 

Deixamos-te aqui dois excertos desta peça.

 

"O cérebro parece estar a cair em desuso para muitas tarefas. Graças ao telemóvel, não é necessário memorizar números. As caixas registadoras fazem os trocos, enquanto o GPS retira a necessidade de ter "mapas mentais" ou pontos de referência. Poupa-se no cálculo e no raciocínio e corre-se o risco de alterar o funcionamento do cérebro, gerando massas cinzentas apáticas, atrofiadas."

 

"Na óptica dos especialistas, exercitar os neurónios enriquece o cérebro. É uma espécie de "seguro" de vida. Uma boa ou má reserva cognitiva será uma defesa ou um risco para a vida futura."

 

Para consultares o artigo completo visita o seguinte endereço: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1153309

 

Até breve!

publicado por umaquestaodecerebro às 23:37

13 de Março de 2009

Olá!

Hoje vimos falar-te do stress e dos seus malefícios para o teu cérebro.
 

O que é o stress?

 

 

Ao contrário do que a maioria das pessoas acha, o stress não é necessariamente algo negativo! Trata-se apenas da reacção que permite aos seres vivos adaptarem-se à mudança.

 

  

Esta reacção protege as funções celulares de agressões externas e repentinas, habilitando-nos a lidar com desafios extraordinários que nos podem atingir.

 

 

Como se dá esta reacção?

 

 

Perante um agente stressante (acidente ou doença grave, sucesso pessoal, mudança de habitação, mudança de dieta, partida para férias, etc), o hipotálamo alerta o sistema nervoso autónomo e activa a hipófise e a tiróide.

*Hormona adrenocorticotrófico (ACTH), regula a actividade da região mais externa (córtex) da glândula supra-renal.

*Cortisol é uma hormona corticosteróide produzida pela glândula supra-renal que está envolvida na resposta ao stress; aumenta a pressão arterial e o açúcar no sangue.

 

 Quais as consequências de um elevado nível de stress? 

Segundo a OMG (Organização Mundial de Saúde), as consequências são a diminuição da função renal, aumento do risco de hipertensão arterial, gastrites e úlceras, problemas de sono, alterações de apetite, tensão muscular, dores de cabeça, enfraquecimento do sistema imunitário, perdas de memória, entre outros.

 

Mas todos  nós sabemos que, cada vez mais, e devido ao estilo de vida que levamos, estamos sujeitos a um grande stress no nosso dia-a-dia.

 

Um elevado nível de stress pode dever-se não só a factores sociais, evolutivos e culturais mas também a factores biológicos e genéticos.

 

Mas se andas stressado, relaxa um pouco com este vídeo. Afinal não somos só nós que sofremos deste mal…os ratinhos também!

 

 

 

 

 

 

Bem, mas se para relaxar este vídeo não te chegou, aqui te deixamos algumas dicas para que o possas fazer aí em casa!

 

 

 

 

 

 

  

  

 

Ou então, um bom exercício de relaxamento


Um simples treino de relaxamento diário, com uma duração de 10 a 15 minutos, pode fazer maravilhas. Eis uma técnica muito simples:
*Instala-te confortavelmente. Não é necessário deitares-te  para conseguir relaxar. Podes fazê-lo sentado e, com algum treino, até de pé!;
*Fecha os olhos;
*Procura tomar consciência das diferentes partes do teu corpo que estão em contacto com o solo, o colchão, a cadeira, etc.;
*Respira normalmente e fica atento a essa respiração;
*Quando te sentires calmo e concentrado, procura relaxar cada grupo muscular do teu corpo.

Como é mais fácil, sobretudo no princípio, aperceberes-te de um músculo contraído do que de um músculo relaxado, um bom método consiste em contrair os músculos de uma zona do corpo, para depois os relaxar. Isso pode ser feito zona a zona ou de forma mais global. Por exemplo:


*contrair os músculos dos pés, da barriga das pernas e das coxas;
*apertar as nádegas;
*contrair os músculos da pélvis e da barriga;
*esticar as costas;
*esticar os braços, cerrar os punhos, levantar os ombros;
*contrair os músculos do rosto.

Concede-te o tempo necessário para saborear o relaxamento que se segue à contracção, fica atento às sensações e repete o exercício duas ou três vezes.

 

Como te sentes? Esperemos que mais relaxado 

 

 

ATENÇÃO: Tal como prometemos aqui tens as soluções dos jogos do post do dia 8 de Março de 2009. Se ainda não os fizeste não espreites as soluções!

 

 

Jogo dos prédios:

1 - Rua das Janelas Verdes

2 - Rua do Século

3 - Avenida da Liberdade

4 - Rua da Rosa

5 - Avenida dos Restauradores

6 - Rua dos Anjos

 

Jogo da frase codificada:

A frase é "E MAIS FACIL DESINTEGRAR UM ATOMO QUE UM PRECONCEITO" - Einstein

 

Jogo das 3 figuras: É a figura B

 

Jogo das sílabas: A sílada que falta no centro é "nu". Assim, podem ler-se as palavras "ternura", "penuria", "eunuco" e "cornudo". 

 

 

 

E não te esqueças: "Don't worry, be happy!" (Não te preocupes, sê feliz!)

 

 

publicado por umaquestaodecerebro às 20:17

08 de Março de 2009

Olá!

Pedimos desculpa por ontem não termos posto aqui mais jogos de raciocínio como tinhamos dito.

 

Mas como se costuma dizer "mais vale tarde do que nunca".

 

As soluções dos jogos do post do dia 23 de Fevereiro estão no final do deste post.

Não faças batota! As soluções são só para confirmar no fim. O teu cérebro agradece. 

 

 

Estes jogos foram retirados da coleccção “Train your brain – Exercite a mente”, que foi publicada em 2008 como suplemento do jornal “Expresso”. 

 

 ATENÇÃO: A seguir estão as soluções dos jogos do post do dia 23 de Fevereiro de 2009!

 

 

Jogo do cubo: A palavra é APÓSTOLO.

Jogo da estrela de cinco pontas: É a figura C

 

 

 

 

 

As soluções dos jogos deste post serão colocadas brevemente! 

publicado por umaquestaodecerebro às 12:13

06 de Março de 2009

 

Olá! Hoje vimos falar-te sobre a influência que as drogas têm no cérebro.

 
O alvo da acção das drogas é o neurónio.
Para compreenderes melhor o efeito que as drogas têm no "funcionamento" dos neurónios é importante que saibas como é que se efectua a propagação dos impulsos nervosos, nomeadamente ao nível das sinapses. Por isso, em primeiro lugar, vamos relembrar alguns conceitos importantes sobre as mensagens nervosas.
Como é que os neurónios comunicam?
Como te explicámos num post anterior, as mensagens nervosas - impulsos nervosos - são como uma corrente eléctrica, que se propaga ao longo das fibras nervosas, tal como a corrente eléctrica se propaga ao longo dos cabos eléctricos.
 
Mas quando um impulso nervoso atinge um terminal pré-sináptico este não pode passar para o terminal pós-sináptico sob a forma eléctrica, pois o circuito encontra-se interrompido pela fenda sináptica. Desta forma, para que o impulso consiga transpor esta fenda, a mensagem nervosa tem de mudar de linguagem - ela vai atravessar a fenda sináptica sob a forma de substâncias químicas, designadas de neurotransmissores.
 
O que é que são os neurotransmissores?
 
Os neurotransmissores são mediadores químicos que se encontram armazenados em vesículas do axónio pré-sináptico. Quando o impulso nervoso chega à extremidade do terminal pré-sináptico, os neurotransmissores são libertados na fenda sináptica. Estas substâncias vão-se fixar a receptores (moléculas selectivas) que existem na membrana do neurónio pós-sináptico.
 
 
O sistema nervoso é eficientemente regulado para manter o seu funcionamento equilibrado.
  
- Há neurónios excitatórios e neurónios inibitórios.
 
- Há neurotransmissores excitatórios e neurotransmissores inibitórios
 
- Há receptores excitatórios e receptores inibitórios
 
 
 
Diferentes drogas - Diferentes locais de acção
 
Drogas que activam receptores (imitam a acção de neurotransmissores)
 
Nicotina. Activa receptores da acetilcolina. A acetilcolina é um neurotransmissor excitatório e está relacionado com a memória e a atenção.
 
Heroína. Activa receptores de opiáceos e morfina. Os opiáceos são moléculas que se produzem no nosso organismo em situações de prazer. Os locais onde actuam activam circuitos ricos noutro neurotransmissor envolvido na regulação do prazer, a dopamina.
A heroína causa dependência física e psíquica muito rapidamente.
 
LSD. Activa receptores de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor excitatório abundante em zonas do cérebro relacionadas com a imaginação. Por isso o LSD causa alucinações.
 
Haxixe, Erva, Marijuana. Activa receptores de canabinoides. Os canabinoides são substâncias inibitórias abundantes em áreas cerebrais que controlam as emoções.
 
Álcool. Activa receptores do glutamato. O glutamato é um neurotransmissor excitatório, muito necessário para a memória; contudo a activação excessiva de receptores de glutamato leva á morte de neurónios.
 
Quando uma droga activa um receptor, o neurónio adapta-se, produzindo menos receptores.
 
 
Drogas que bloqueiam receptores (previnem a acção de neurotransmissores)
 
Cafeína. Bloqueia receptores da adenosina. A adenosina é uma substância que os neurónios libertam e que regula o ciclo do sono.
 
Quando uma droga bloqueia um receptor, o neurónio adapta-se, produzindo mais receptores.
 
  
 
Drogas que bloqueiam transportadores (prolongam a acção dos neurotransmissores)
 
Cocaína, anfetaminas, ecstasy. Bloqueiam os transportadores da dopamina, da noradrenalina e da serotonina. Estes neurotransmissores são excitatórios e responsáveis por estados de vigília, motivação, impulsividade, para além do seu envolvimento nos centros de prazer. A noradrenalina tem ainda um importante papel na função cardíaca e regulação do diâmetro dos vasos sanguíneos. Numa fase inicial estas drogas aumentam a actividade do organismo reduzindo a sensação de cansaço, mas o seu uso abusivo leva a cansaço, irritabilidade e eventualmente depressão.
 
Quando uma droga bloqueia um transportador, o neurónio adapta-se, produzindo mais transportadores. O uso prolongado e intenso pode causar uma diminuição marcada do neurotransmissor porque quando este não é captado pelos neurónios deixa de estar disponível para ser libertado.
 
 
 
As áreas do cérebro mais influenciadas pelas drogas são as áreas envolvidas no controlo das emoções, afectos, prazer, recompensa, impulsividade, cognição e vigília.
 
 
 
Mas como é que o cérebro fica dependente das drogas?
 
Quem consome drogas está, no fundo, a tentar activar artificialmente um certo circuito no cérebro. Esta activação ocorre da seguinte forma (toma atenção à imagem seguinte!):
 
1. No nosso cérebro existe um equilibrio entre os sinais excitatórios e os sinais inibitórios (fig.1);
2. A droga entra no organismo e faz aumentar os sinais excitatórios no cérebro (fig. 2);
3. O cérebro reage, aumentando os sinais inibitórios;
4. Atinge-se um novo equilíbrio, mas o efeito da droga continua presente (fig. 3);
5. Quando a droga deixa de estar presente, o sistema fica desequilibrado (fig. 4);
6. Nessa altura o indivíduo tem vontade de consumir mais droga;
7. Como o cérebro vai reagindo, reduzindo o número de ‘alvos’ das drogas, cada vez é preciso consumir uma dose superior para obter o mesmo efeito.
 
 
 

Embora à primeira vista possas pensar que as drogas podem ter consequências positivas no teu estado de espírito, pensa duas vezes antes de as consumires. As drogas causam dependência física e psiquica, perturbam  profundamente o funcionamento do nosso cérebro e nunca são sinónimo de felicidade.

 

Conselho de amigo. Não te metas na droga

publicado por umaquestaodecerebro às 17:17

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