27 de Fevereiro de 2009

 

Boa tarde!!!

Na próxima sexta-feira (6 de Março) realizaremos uma palestra na nossa escola (Escola Secundária de Domingos Sequeira) Intitulada "Os desafios do cérebro ao longo da vida".

Este é o cartaz que fizémos para a publicitar!  

 

 

Muito em breve publicaremos mais exercícios de raciocínio!!!!

Fica atento(a)!

publicado por umaquestaodecerebro às 15:33

23 de Fevereiro de 2009

 

“Isto é demais para a minha cabeça!”
 
Se costumas dar esta desculpa para te escapares a problemas tens que começar a pensar noutra deixa!
 
Quantas vezes não menosprezas o poder do teu cérebro e, quando és confrontado(a) com um desafio, optas pelo caminho mais simples, com a desculpa de que não tens capacidade para agir melhor?
 
Nem todos temos, à partida, as mesmas capacidades cognitivas mas todos podemos melhorar e elevar o desempenho do nosso cérebro para ultrapassar mais facilmente os problemas que se nos colocam no dia-a-dia.
 
Existem várias formas de cuidarmos e estimularmos o nosso cérebro. Dormir bem, como já referimos, é uma delas.
 
Hoje vamos falar-te da influência que a realização de exercícios de raciocínio e de actividades estimulantes pode ter no nosso cérebro.
 
Existem vários estudos científicos que demonstram que uma pessoa pode melhorar as suas capacidades cognitivas e a sua saúde mental através de exercícios mentais.
 
 
Da mesma maneira que praticamos exercício físico para melhorar o nosso bem-estar físico, também podemos realizar vários exercícios para potenciar a nossa saúde mental e quantas mais áreas cerebrais forem exercitadas, melhores serão os resultados obtidos.
 
O cérebro não tem que estar em declínio à medida que envelhecemos.
 
Porque é que isto acontece?
 
1. O nosso cérebro possui um grande número de moléculas específicas chamadas neurotrofinas, que funcionam como uma espécie de nutriente cerebral que estimula o crescimento e resposta das células cerebrais.
Quanto mais estimularmos o nosso cérebro, mais activas serão as suas células e mais neurotrofinas serão produzidas.
 
2. A maioria das nossas memórias e aprendizagens depende da capacidade do cérebro de formar associações. Quanto maior for a nossa rede de associações maior será a variedade de vias de que dispomos para chegar a uma determinada resposta.
Ao exercitarmos o nosso cérebro, com exercícios originais, estamos a aumentar o número e a extensão das nossas associações.
 
3. Os neurónios “velhos” não são imutáveis e podem produzir novas dendrites para compensar perdas. Os circuitos neuronais no cérebro adulto são capazes de sofrer mudanças profundas, se forem estimulados para tal.
 
 
 
Quais são os melhores exercícios para exercitar o cérebro?
 
1. Se dedicares alguns minutos por dia à resolução de jogos de inteligência podes melhorar a tua memória, dedução, agilidade e concentração e com o desenvolvimento destas capacidades podes melhorar a inteligência.
Os jogos de inteligência constituem uma ferramenta para ensinar a nossa mente a enfrentar novos desafios. Os jogos apelam à nossa curiosidade, divertem-nos e estimulam e revitalizam o cérebro.
 
Deixamos-te aqui alguns jogos para começares a treinar. No nosso próximo post publicaremos as soluções.
 
 
 
 
Estes jogos foram retirados da coleccção “Train your brain – Exercite a mente”, que foi publicada em 2008 como suplemento do jornal “Expresso”.
 
 
 
2. O nosso cérebro não é só exercitado com exercícios de raciocínio. Pequenas mudanças nas nossas rotinas podem representar uma grande mudança para o nosso cérebro.
Devemos apresentar dados inesperados e usar todos os nossos sentidos ao longo do dia.
 
- Experimenta lavar os dentes com a mão esquerda (se os costumares lavar com a direita);
- Experimenta vestir-te com os olhos fechados;
- Varia o teu pequeno-almoço;
- Tenta ir para a escola por um caminho diferente;
- Ouve vários tipos de música;
- Passeia e conversa com os teus amigos e família. A socialização é muito importante para o nosso cérebro e o isolamento tem efeitos negativos nas capacidades cognitivas em geral.
 
Quanto mais originais e não-rotineiros forem os exercícios mais efeitos terão! 
 
 
3. Faz actividades criativas. Dança, lê um livro, canta, toca um instrumento musical.
 
Realiza estas actividades em detrimento de ver tanta televisão.
 
Sabias que ver televisão não é uma actividade intelectual estimulante e que, pelo contrário, ver outras pessoas fazer determinadas acções tem muito pouco ou mesmo nenhum efeito sobre nosso cérebro.
 Ver televisão é uma actividade passiva e o nosso cérebro gasta mais energia enquanto dormimos.
 
Estes exercícios não te transformarão num génio nem constituem o elixir da juventude mas podem ajudar-te a melhorar o teu desempenho cognitivo e a utilizar as tuas memórias e experiências de uma maneira que, muitas vezes, nem as pessoas com um QI mais elevado conseguem fazer.
 
Um cérebro activo é um cérebro saudável e a inactividade conduz a uma reduzida elasticidade cerebral. Temos que puxar pela cabeça para manter o cérebro activo.

 

 

publicado por umaquestaodecerebro às 13:12

12 de Fevereiro de 2009

 

Olá!

Embora já tenham passado quase duas semanas desde a nossa ida ao IBEB, hoje vamos contar-te a nossa visita.

No passado dia 30 de Janeiro fomos visitar o IBEB (Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica), que faz parte da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Além de termos visitado o Instituto, foi-nos ainda permitido conversar com sete investigadores que lá trabalham. Estes, para além de nos falarem da sua investigação esclareceram-nos em relação a determinados aspectos que nos irão ser extremamente úteis aquando da realização do nosso trabalho escrito.

O IBEB é constituído maioritariamente por salas e gabinetes, pois a investigação realizada por este instituto é feita em parceria com hospitais e outras instituições.

 

Mas afinal, o que é que fomos fazer ao IBEB?

 

Começámos o nosso dia no IBEB com uma reunião com uma das investigadoras, cujo trabalho recaía no método de obtenção de imagens a nível cardiovascular, nomeadamente através da utilização de MRI (imagem por ressonância magnética). Esta técnica, tal como nos foi explicado, consiste na obtenção de imagens do nosso corpo através do uso de campos magnéticos, e é muito utilizada a nível do cérebro.

Após esta pequena conversa, fomos ter com outro investigador que nos explicou que o seu trabalho consistia na criação de modelos computacionais através da imagem de MRI (ressonância magnética). Com o auxílio destas imagens e do computador, este investigador cria modelos a 3D do crânio com o objectivo de estudar o paciente.

 

Esta imagem foi obtida através de uma ressonância magnética.

Em seguida fomos almoçar à faculdade de ciências.

 

Da parte da tarde, começámos por nos reunir com uma investigadora que nos falou de técnicas de medicina nuclear. A medicina nuclear consiste na utilização de radiofármacos para diagnosticar e tratar doenças. Esses radiofármacos vão marcar moléculas participantes no processo em estudo, que através de tomografias por emissão de fotões (PET), permitem visualizar, com recurso a imagens ou vídeos, a funcionalidade do órgão em estudo.

 

Depois, falámos com um investigador que nos explicou no que consistia o PET (Tomografia por Emissão de Positrões) e o SPET (Tomografia por Emissão de Fotões Simples). Estas técnicas de imagem são utilizadas para diagnóstico clínico com o auxílio da medicina nuclear e permitem obter informações acerca do funcionamento de determinados processos bioquímicos que ocorrem no nosso corpo.

 

Para perceberes melhor em que consiste o PET e a ressonância magnética, vê este vídeo!

 

 

 

Os dois investigadores com quem falámos a seguir falaram-nos sobre estimulação neuronal transcraniana. A primeira falou-nos sobre métodos numéricos aplicados à estimulação neuronal, nomeadamente à estimulação eléctrica. Nesta técnica, a corrente eléctrica é aplicada através de dois ou mais eléctrodos colocados no escalpe, e tem como papel fundamental o estudo da função cerebral, servindo também como um utensílio de diagnóstico e de terapia.

O segundo investigador começou por fazer uma perspectiva histórica sobre o electromagnetismo e uma explicação sobre a sua utilização na estimulação neuronal transcraniana. A estimulação magnética transcraniana (TMS) surgiu como uma alternativa indolor e não-invasiva à estimulação eléctrica. Hoje em dia, a TMS é utilizada na investigação clínica, por exemplo para medir alterações na excitabilidade cortical.

 

Por fim falámos com o fundador do IBEB, que nos elucidou acerca da situação actual da investigação sobre o cérebro em Portugal e nos falou ainda do “Binding Problem”. Este problema consiste basicamente no seguinte: imaginem que estão a olhar para uma porta. Sabe-se que a zona do cérebro responsável pelo processamento da forma da porta é diferente e distante da zona do cérebro que processa a sua cor, mas no entanto a nossa percepção é única, isto é, a porta aparece-nos como um só objecto. O “Binding Problem” consiste então na compreensão dos processos físicos que poderão assegurar a forte comunicação existente entre as diferentes zonas do cérebro.

 

Se quiseres saber mais sobre a investigação que se faz no IBEB visita o site oficial deste centro de investigação em http://www.ibeb.fc.ul.pt/2,investigacao.

 

 

Como podeste reparar, a investigação feita no IBEB explora a relação entre a Engenharia Biomédica, a Biofísica e a Medicina. Na área das Neurociências ainda há muito por descobrir e é essencial que as várias ciências colaborem entre si para que se comece a desvendar o maravilhoso mundo do cérebro.

 

Esta experiência foi muito enriquecedora tanto para o nosso trabalho como para nós próprios, pois permitiu-nos aprofundar os nossos conhecimentos sobre as técnicas de imagem para diagnóstico de doenças a nível cerebral, permitiu-nos estabelecer contactos com investigadores desta área e permitiu-nos fazer um levantamento de sites e programas interessantes que podemos utilizar para enriquecer o nosso trabalho.

 

Foi um dia muito bem passado!

publicado por umaquestaodecerebro às 14:13

07 de Fevereiro de 2009

 

Olá,
Esta semana vamos falar-te do sono. A maioria de nós dorme cerca de 8 horas por dia, o que significa que passamos cerca de 1/3 da nossa vida a dormir, em estado de inconsciência.
Ainda não se sabe ao certo para que serve o sono, no entanto, cientistas ligados a esta área, presumem que tenha uma função restauradora.
Como é do conhecimento geral, todos nós podemos evitar o sono por algum tempo, no entanto este comportamento não pode ser muito prolongado.
Enquanto dormes, passas por diferentes etapas do sono:
 
*SWS (Sono de Onda Lenta)
Há uma alteração na actividade eléctrica do nosso cérebro.
Neste estado, dá-se a perda de tónus muscular à medida que os neurónios que controlam os movimentos dos músculos esqueléticos são activamente inibidos (felizmente os músculos que controlam a respiração e o ritmo cardíaco continuam a trabalhar normalmente!)
 
*REM (Movimento Rápido dos Olhos)
Nesta fase, o cérebro aproxima-se do estado “acordado” e os nossos olhos movimentam-se rapidamente de um lado para o outro, sob pálpebras fechadas.
É durante esta fase que sonhamos.
 
                Estas fases do sono vão-se intercalando durante o tempo em que estamos a dormir, sendo que o primeiro SWS dura cerca de 90 minutos e o primeiro REM dura apenas cerca de 5 minutos.
                No entanto, à medida que a noite vai passando, o período de SWS vai diminuindo e o de REM aumentando (resultando num período de 40 minutos de sonho, mesmo antes de acordar).
 
                    Este ciclo SWS intercalado com REM repete-se cerca de 5 vezes por noite.
  
 
Então, Por que dormimos?
               Estudos indicam que dormir permite ao cérebro descansar e recuperar. As primeiras 4 horas de sono ajudam a organizar e a limpar informação (uma vez que nestas alturas não processamos informação sensorial nem temos necessidade de estar atentos).
Dados da investigação também sugerem que o sono é a altura em que consolidamos aquilo que aprendemos no dia anterior.                     
 
 
Assim, é de extrema importância dormir bem. A falta de sono pode levar a cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de factos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planear e executar tarefas, lentidão do raciocínio e dificuldade de concentração. A longo prazo leva à falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tónus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e perda crónica da memória.
Uma vez que são os genes que determinam os nossos padrões de sono individuais, não podemos afirmar quantas horas deves dormir, visto que varia de pessoa para pessoa. No entanto, todos devemos descansar o número de horas que o nosso “corpo pede”, de forma a sentirmo-nos revitalizados e capazes de aproveitar os nossos dias da melhor forma.
É caso para dizer:
 
 Noite bem dormida, mente sã, corpo são.
publicado por umaquestaodecerebro às 13:34

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