28 de Abril de 2009

Olá

Esperamos que o teu estômago esteja bem "aconchegadinho" porque os alimentos que ingerimos têm uma grande influência no nosso cérebro.

 

Os hábitos alimentares têm estado associados ao desenvolvimento da civilização humana, desde o seu início. Ao longo da história evolutiva do Homem, os cérebros maiores estão relacionados com a maior facilidade no acesso a alimentos, com o desenvolvimento de capacidades culinárias e com a sedentarização, entre muitos outros factores. Existem vários alimentos que afectam directamente o cérebro e que vão melhorar ou prejudicar o desempenho cognitivo e saúde mental. Agora vamos falar sobre alguns deles.

 
> Ácidos gordos ómega 3
 
Os ácidos gordos ómega 3 fazem parte da membrana das células cerebrais e interferem com o metabolismo da glicose que é utilizada pelo cérebro. O ácido gordo ómega 3 mais abundante nestas células é o DHA (ácido docosahexaenóico), contudo o nosso corpo não é auto-suficiente na síntese desta substância e por isso necessitamos de a obter através da alimentação.
 

Estas gorduras melhoram a aprendizagem e a memória e ajudam a combater doenças como a depressão, a esquizofrenia e a demência. Uma deficiência em DHA pode enfraquecer a arquitectura cerebral e deixar o cérebro vulnerável a estas doenças.

 
Os ácidos gordos ómega 3 podem ser encontrados nos peixes gordos (como o salmão, a sardinha, a cavala, o arenque, a sarda ou o bacalhau), nas algas e nos óleos de peixe.
 
> Antioxidantes
 
O cérebro é altamente susceptível a danos resultantes da oxidação de alguns dos seus constituintes. Devido à sua grande actividade metabólica, o cérebro consome muita energia e gera muitas substâncias oxidantes, que podem danificar muitos dos seus componentes, como as membranas das células nervosas.

 

Como o próprio nome sugere, os antioxidantes têm a função de evitar ou reduzir a oxidação de compostos e podem ser encontrados em vários alimentos.

 
As bagas e frutos silvestres como os mirtilos são ricos em antioxidantes e melhoram o desempenho do hipocampo, melhorando assim a memória espacial
 
O açafrão que provém do caule subterrâneo de uma planta tropical e que é um dos principais ingredientes do caril é um poderoso antioxidante. Na prática funciona como um agente anti-inflamatório e parece possuir propriedades anti-cancerígenas. Para além disto oferece protecção extra contra a doença de Alzheimer.
 
A índia tem a mais baixa taxa de Alzheimer e o consumo diário de açafrão é dos maiores. Vários estudos apontam para que estes dados estejam relacionados
 

Os pigmentos responsáveis pelas cores variadas dos vegetais e frutos têm propriedades antioxidantes e oferecem uma protecção significativa contra o cancro e outras doenças crónicas devidas a toxinas como os pesticidas. As lesões provocadas por estas toxinas parecem ser a causa das doenças de Parkinson e da esclerose lateral amiotrófica.

 
> Vitamina E
 
A vitamina E, abundante em óleos vegetais, nozes e vegetais de folha verde melhora o desempenho das mitocôndrias e ajuda a manter as faculdades mentais durante a velhice. Níveis baixos de vitamina E estão associados a uma performance de memória mais baixa em pessoas mais velhas.
 
> Ácidos gordos ómega 6 e gorduras saturadas
 
As refeições pré-cozinhadas são ricas em ácidos gordos ómega 6 que são prejudiciais à saúde do cérebro uma vez que interferem com a conversão de uma substância chamada ALA em DHA (que é um ácido gordo ómega 3).
 
Nos últimos 100 anos o consumo de ácidos gordos ómega 6 e de outras gorduras saturadas tem crescido dramaticamente nas civilizações ocidentais enquanto que o consumo de ómega 3 tem diminuído. Isto pode explicar a elevada incidência de maiores depressões em países como os Estados Unidos e a Alemanha.
 
> As calorias e o cérebro
 
Realizaram-se estudos em animais que provaram que a quantidade de calorias que ingerimos por refeição ou a frequência das refeições afecta a nossa saúde mental.
Nesses estudos, os roedores expostos a uma dieta pobre em calorias ou que alternaram períodos de jejum com períodos de alimentação sofreram uma redução das deficiências motoras e cognitivas relacionadas com o envelhecimento. Alguns destes roedores mostraram que os seus neurónios do hipocampo estavam muito mais resistentes à degeneração, após a sua nova dieta.
Os roedores expostos a uma dieta rica em gorduras saturadas (com uma composição semelhante à chamada fast food) manifestaram algumas dificuldades em tarefas de memória e de aprendizagem.
 

 

Como vês é muito importantre seguirmos uma dieta saudável para assim melhorarmos a saúde do nosso cérebro.

 

publicado por umaquestaodecerebro às 23:13

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