06 de Maio de 2009

Olá! Hoje vimos falar-te sobre o teu cérebro e a música.

Existem vários tipos de música como a clássica, o pop, o jazz, o rap, o rock, o metal, o country, os blues entre outras.

Podes gostar de todos estes tipos de música, só de alguns, ou até mesmo de nenhum destes géneros musicais. O nosso cérebro de alguma forma sente a música e permite-nos decidir sobre o nosso gosto musical.

 

Mas o que é a música?

 

No seu nível mais básico, a música é apenas som. Som produzido pela vibração.

Essas vibrações podem ser causados por vozes, instrumentos musicais ou por objectos a chocarem, como podes ver neste vídeo. O que é preciso é ter criatividade!

 

 

Os sons são transportados para o ouvido pelas mudanças na pressão do ar. A música em si tem várias características importantes, tais como o ritmo, a altura, o timbre e a melodia.

O ouvido converte as ondas sonoras em movimento ao vibrar partes específicas do ouvido médio e interno. Este movimento é, então, convertido em sinais eléctricos que circulam até ao cérebro. A partir do ouvido, a informação auditiva viaja primeiro para o tronco cerebral, em seguida para o tálamo e depois para o córtex auditivo no lobo temporal, em ambos os lados do cérebro.

 

A música no corpo humano

 

Algumas pesquisas têm sugerido que a música é processada pelo hemisfério direito do cérebro. Outra pesquisa revelou que o hemisfério esquerdo é também importante no desempenhar desta função. Ouvir música e apreciá-la é um processo complexo que envolve a memória, a aprendizagem e as emoções. É provável que existam várias áreas do cérebro importantes no que diz respeito à experiência musical.

No geral, é possível observar-se reacções à música por todo o corpo. Foi provado que a música influencia o ser humano, quer positivamente, quer negativamente, sendo que estes efeitos podem ser instantâneos ou de longa duração.

Esta arte pode ser utilizada para alterar o estado de espírito de uma pessoa, pois tem a habilidade de reforçar ou enfraquecer emoções num determinado evento.

Sem a música de fundo arrepiante, um filme de terror não é assim tão assustador. Ouvir a música “Gonna Fly Now” (da Banda Sonora de "Rocky" - de Sylvester Stallone) faz-nos sentir cheios de energia, enquanto outras músicas nos fazem chorar.

 

A excitação significa que a música aumenta ou diminui a quantidade de neurotransmissores, como as endorfinas, cortisol e epinefrina (químicos envolvidos na ligação entre as emoções e as memórias).

 

As pessoas percebem e respondem à música de diferentes formas.

O ritmo do que se está a escutar é um aspecto importante quando se estuda a resposta do cérebro ao mesmo. Existem duas respostas ao ritmo: a própria audição e a resposta física. É praticamente impossível separá-las, uma vez que estas estão intrinsecamente relacionadas.

O ritmo organiza os movimentos físicos e está intimamente ligado ao corpo humano. Por exemplo, o corpo contém ritmos no batimento cardíaco, enquanto se anda a pé, durante a respiração.

 

- A resposta à música

 

As respostas à música são fáceis de detectar no nosso corpo. A música clássica, provoca o relaxamento do batimento cardíaco e a frequência de pulso. À medida que o corpo se torna mais relaxado e alerta, a mente é capaz de se concentrar mais facilmente, uma vez que afecta a amplitude e a frequência das ondas cerebrais.

O poder da música em afectar a memória é bastante intrigante.

A música de Mozart e a música barroca, com um bater padrão de 60 batimentos por minuto, activam o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito do cérebro. A acção simultânea destas duas partes, maximiza a aprendizagem e a retenção de informação. A informação a ser estudada activa o lado esquerdo do cérebro, enquanto que a música activa o lado direito.

 

Além disso, actividades que envolvam ambos os lados do cérebro ao mesmo tempo (como tocar um instrumento ou cantar), faz com que este órgão se torne mais capaz de processar informação.

Não podemos negar o poder da música.

Vai dando música ao te cérebro. J

 

 

publicado por umaquestaodecerebro às 22:14

28 de Abril de 2009

Olá

Esperamos que o teu estômago esteja bem "aconchegadinho" porque os alimentos que ingerimos têm uma grande influência no nosso cérebro.

 

Os hábitos alimentares têm estado associados ao desenvolvimento da civilização humana, desde o seu início. Ao longo da história evolutiva do Homem, os cérebros maiores estão relacionados com a maior facilidade no acesso a alimentos, com o desenvolvimento de capacidades culinárias e com a sedentarização, entre muitos outros factores. Existem vários alimentos que afectam directamente o cérebro e que vão melhorar ou prejudicar o desempenho cognitivo e saúde mental. Agora vamos falar sobre alguns deles.

 
> Ácidos gordos ómega 3
 
Os ácidos gordos ómega 3 fazem parte da membrana das células cerebrais e interferem com o metabolismo da glicose que é utilizada pelo cérebro. O ácido gordo ómega 3 mais abundante nestas células é o DHA (ácido docosahexaenóico), contudo o nosso corpo não é auto-suficiente na síntese desta substância e por isso necessitamos de a obter através da alimentação.
 

Estas gorduras melhoram a aprendizagem e a memória e ajudam a combater doenças como a depressão, a esquizofrenia e a demência. Uma deficiência em DHA pode enfraquecer a arquitectura cerebral e deixar o cérebro vulnerável a estas doenças.

 
Os ácidos gordos ómega 3 podem ser encontrados nos peixes gordos (como o salmão, a sardinha, a cavala, o arenque, a sarda ou o bacalhau), nas algas e nos óleos de peixe.
 
> Antioxidantes
 
O cérebro é altamente susceptível a danos resultantes da oxidação de alguns dos seus constituintes. Devido à sua grande actividade metabólica, o cérebro consome muita energia e gera muitas substâncias oxidantes, que podem danificar muitos dos seus componentes, como as membranas das células nervosas.

 

Como o próprio nome sugere, os antioxidantes têm a função de evitar ou reduzir a oxidação de compostos e podem ser encontrados em vários alimentos.

 
As bagas e frutos silvestres como os mirtilos são ricos em antioxidantes e melhoram o desempenho do hipocampo, melhorando assim a memória espacial
 
O açafrão que provém do caule subterrâneo de uma planta tropical e que é um dos principais ingredientes do caril é um poderoso antioxidante. Na prática funciona como um agente anti-inflamatório e parece possuir propriedades anti-cancerígenas. Para além disto oferece protecção extra contra a doença de Alzheimer.
 
A índia tem a mais baixa taxa de Alzheimer e o consumo diário de açafrão é dos maiores. Vários estudos apontam para que estes dados estejam relacionados
 

Os pigmentos responsáveis pelas cores variadas dos vegetais e frutos têm propriedades antioxidantes e oferecem uma protecção significativa contra o cancro e outras doenças crónicas devidas a toxinas como os pesticidas. As lesões provocadas por estas toxinas parecem ser a causa das doenças de Parkinson e da esclerose lateral amiotrófica.

 
> Vitamina E
 
A vitamina E, abundante em óleos vegetais, nozes e vegetais de folha verde melhora o desempenho das mitocôndrias e ajuda a manter as faculdades mentais durante a velhice. Níveis baixos de vitamina E estão associados a uma performance de memória mais baixa em pessoas mais velhas.
 
> Ácidos gordos ómega 6 e gorduras saturadas
 
As refeições pré-cozinhadas são ricas em ácidos gordos ómega 6 que são prejudiciais à saúde do cérebro uma vez que interferem com a conversão de uma substância chamada ALA em DHA (que é um ácido gordo ómega 3).
 
Nos últimos 100 anos o consumo de ácidos gordos ómega 6 e de outras gorduras saturadas tem crescido dramaticamente nas civilizações ocidentais enquanto que o consumo de ómega 3 tem diminuído. Isto pode explicar a elevada incidência de maiores depressões em países como os Estados Unidos e a Alemanha.
 
> As calorias e o cérebro
 
Realizaram-se estudos em animais que provaram que a quantidade de calorias que ingerimos por refeição ou a frequência das refeições afecta a nossa saúde mental.
Nesses estudos, os roedores expostos a uma dieta pobre em calorias ou que alternaram períodos de jejum com períodos de alimentação sofreram uma redução das deficiências motoras e cognitivas relacionadas com o envelhecimento. Alguns destes roedores mostraram que os seus neurónios do hipocampo estavam muito mais resistentes à degeneração, após a sua nova dieta.
Os roedores expostos a uma dieta rica em gorduras saturadas (com uma composição semelhante à chamada fast food) manifestaram algumas dificuldades em tarefas de memória e de aprendizagem.
 

 

Como vês é muito importantre seguirmos uma dieta saudável para assim melhorarmos a saúde do nosso cérebro.

 

publicado por umaquestaodecerebro às 23:13

15 de Abril de 2009

Aqui estão algumas curiosidades que temos vindo a descobrir à medida que desenvolvemos o nosso projecto.

 

Sabias que...

 

... o cérebro está dividido em duas partes (hemisférios). O lado esquerdo controla o lado direito do corpo; e o lado direito do cérebro controla o lado esquerdo do corpo.

 

 

... o cérebro humano é o que possui mais pregas de todos os seres vivos. Por isso, se o estendessemos, mediria aproximadamente 2 metros, enquanto que o cérebro de um gorila, apesar de ter o mesmo peso, só mediria uma quarta parte do tamanho do cérebro humano. 

 

 

... As pessoas são incapazes fazer cócegas no próprio corpo (propositadamente) porque o cérebro prevê os seus movimentos antes que eles aconteçam, excluindo a sensação de perigo e pânico que provoca as cócegas. Quando alguém nos faz cócegas, o corpo reage, tornando-se tenso. Já quando tocamos o próprio corpo, ele não demonstra reacção. Algumas pessoas nunca o contraem pelo toque de outros e portanto não sentem cócegas. Resultados de pesquisas feitas por um grupo de cientistas da Universidade de Londres indicam que o cerebelo é o responsável pelo monitoramento dos movimentos, impedindo a reacção. 

 

 

 

 

... Boa parte das imagens que vemos são processadas nos próprios olhos, e não no cérebro. Graças a isso, detectamos, com alguns segundos de antecipação, a posição que determinado objecto em movimento ocupará em seguida. Se os nossos olhos funcionassem como câmeras fotográficas, captando apenas as imagens para o cérebro identificar, veríamos sempre com atraso a posição dos objectos em movimento porque o processo demoraria algumas frações de segundo e o risco de colisões aumentaria muito. Por exemplo, um automóvel a andar a 40 Km/h seria percebido um metro atrás da sua posição verdadeira.

 

... e que ...

 

Pessoas felizes atraem pessoas felizes...
 ... e pessoas tristes tendem a ter pessoas tristes em seu redor. Isso é o que mostra o estudo do sociólogo Nicholas Christakis e do cientista político James Fowler. Com base nos dados de um projecto que vem vigiando o estado emocional e de saúde das pessoas da cidade de Framingham, em Massachusetts (EUA), desde 1948, eles mostram que as emoções, além de serem imediatamente contagiosas a pequenas distâncias, também se distribuem em redes de interações sociais de longo alcance - como a internet.

 

 



 

publicado por umaquestaodecerebro às 20:08

29 de Março de 2009

 

Hoje vamos presentear-te com esta notícia sobre o efeito que dar e receber presentes tem no nosso cérebro. Este texto não é da nossa autoria, ele foi retirado do endereço apresentado no final deste post. Nós apenas o modificámos para português de Portugal.

 

 

"A neurociência explica o prazer em presentear"

 

 " É fácil entender por que é que receber um presente nos deixa tão felizes: ele é sinal de que somos queridos e ainda ganhamos o presente propriamente dito, uma novidade interessante, coisa que o cérebro adora.

Mas por que é que dar um presente também é tão bom?

Pela lógica racional, dar um presente custa tempo e dinheiro, e não nos traz nenhum benefício directo.

Mas será mesmo assim?

A neurociência hoje tem uma visão diferente. Presentear traz benefícios ao cérebro, e de várias formas.
A primeira recompensa para quem presenteia é o sorriso no rosto de quem recebe o pacote. O sorriso deixa a pessoa que recebe a prenda ainda mais bonita aos olhos do nosso cérebro.
O cérebro regista o sorriso do outro activando a parte da frente do córtex órbito-frontal, na região entre os olhos. Como essa parte do cérebro representa o valor positivo dos acontecimentos, a beleza do sorriso do outro, sobretudo se ele acontece por nossa causa, gera em nós um prazer e tanto.

Segundo benefício: ao ver o sorriso no rosto da pessoa presenteada, o nosso cérebro também nos faz sorrir.



Acontece assim. Sorrimos quando vemos alguém sorrir de felicidade porque isso acciona neurónios-espelho no córtex pré-motor, que, por imitação, também colocam um sorriso no nosso rosto.
Junto com o sorriso vem uma série de mudanças no corpo, também provocadas pelo cérebro. Sentimo-nos melhor, mais leves e mais felizes. 
 

Mas o mais impressionante é que já começamos a sentir-nos bem muito antes de entregar o presente.

A simples decisão hoje de fazer o bem amanhã já basta para activar o sistema de recompensa e também o córtex órbito-frontal, o representante do lado positivo das coisas. Isso acontece muito antes de vermos qualquer sorriso a formar-se no rosto do outro.

Essa activação antecipada dá-nos prazer, mesmo que fazer o bem tenha um custo em dinheiro e tempo. Para os cépticos, o prazer que o nosso cérebro sente em decidir fazer o bem seria uma prova de que não fazemos nada que não nos traga algum benefício.

Mas eu prefiro pensar de maneira diferente. Imagina só: o meu cérebro poderia não ligar a mínima para a possibilidade de fazer o bem aos outros. Mas ele liga. E com isso todos ganham: quem dá e quem recebe. Não é o melhor dos mundos? "
 

 

 21/12/2008

 

Noticia disponivel em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL931459-15605,00-A+NEUROCIENCIA+EXPLICA+O+PRAZER+EM+PRESENTEAR.html 

 

 

 

publicado por umaquestaodecerebro às 16:12

23 de Março de 2009

 

Olá!
Hoje vimos falar-te da palestra que promovemos no passado dia 6 de Março intitulada "Os desafios do cérebro ao longo da vida".
Desde já pedimos desculpa por só agora te contarmos como foi.
Esta palestra teve como tema principal o desenvolvimento do cérebro desde o nascimento até à velhice e focou os desafios que este órgão enfrenta. Para a sua realização contámos com a presença da Dra. Paula Pousinha, investigadora no Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, que nos veio falar um pouco sobre este assunto.
Assim, esta investigadora começou por fazer um pequena introdução em que identificou as diversas estruturas que constituem o cérebro e explicou o seu funcionamento para que, no decorrer da palestra, fosse mais fácil o público perceber algumas expressões e termos utilizados.
Passando ao tema propriamente dito, foram focadas as principais mudanças que ocorrem no cérebro desde a sua formação.
 
Principais pontos abordados na palestra:
 
- A formação e o desenvolvimento do cérebro pré-natal;
As alterações que ocorrem no cérebro durante a infância - em que se reponderam a questões como “Porque perdemos aptidão para algumas línguas ou para a música, se em pequenos não formos estimulados?” ou “Porque é que uma criança de 10 anos não está preparada para ingressar num sistema de ensino de seis ou sete professores?”;
- O cérebro na adolescência - em que se realçaram os principais efeitos das drogas no cérebro e as diferenças entre o cérebro dos rapazes e o das raparigas;
- O cérebro adulto - em que se deu resposta a perguntas como “Porque é que à medida que envelhecemos perdemos a capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?” ou “Porque que é que à medida que envelhecemos nos tornamos mais lentos na aprendizagem, nas respostas aos estímulos?”;
- O cérebro envelhecido - em que se alertou para o facto da população estar cada vez mais envelhecida e para os cuidados que devemos ter com os idosos. Respondeu-se ainda a questões como “Numa Europa envelhecida, em que medida a população com mais de 65 anos pode contribuir para a sociedade?”.
 
A palestra teve a duração de 90 minutos e foi realizada numa sala bem composta de alunos e professores.
Nunca é de mais agradecer tanto à Dra. Paula Pousinha pela sua disponibilidade para nos proporcionar a realização desta palestra como ao Dr. Rui Pinto que desde o início tem contribuído para a realização deste projecto.
 
Se estiveste presente aproveita para nos deixares um comentário para assim podermos avaliar da melhor forma o sucesso da palestra, se não podeste estar dá a tua opinião sobre os assuntos tratados!
publicado por umaquestaodecerebro às 22:13

22 de Março de 2009

 

Olá outra vez! Já há uns tempos que não dávamos notícias porque, com o final do segundo período à porta, temos andado um bocado atarefados.

 

Por isso pedimos desculpa e prometemos que esta semana vamos pôr a escrita em dia!

 

Hoje vamos partilhar contigo um artigo sobre o efeito que as novas tecnologias podem ter no cérebro. Este intitula-se "Aparelhos criam cérebros preguiçosos" e foi publicado por Telma Roque no Jornal de Notícias no dia 25 de Fevereiro de 2009.

 

Deixamos-te aqui dois excertos desta peça.

 

"O cérebro parece estar a cair em desuso para muitas tarefas. Graças ao telemóvel, não é necessário memorizar números. As caixas registadoras fazem os trocos, enquanto o GPS retira a necessidade de ter "mapas mentais" ou pontos de referência. Poupa-se no cálculo e no raciocínio e corre-se o risco de alterar o funcionamento do cérebro, gerando massas cinzentas apáticas, atrofiadas."

 

"Na óptica dos especialistas, exercitar os neurónios enriquece o cérebro. É uma espécie de "seguro" de vida. Uma boa ou má reserva cognitiva será uma defesa ou um risco para a vida futura."

 

Para consultares o artigo completo visita o seguinte endereço: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1153309

 

Até breve!

publicado por umaquestaodecerebro às 23:37

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